A partir de 2009 entrará em vigor no Brasil a nova lei que limita a emissão de gases poluentes nas motocicletas, a PROMOT 3. A Injeção eletrônica é o caminho mais coerente para atingir o objetivo proposto pela PROMOT 3, porém, muitas montadoras não irão adotar o sistema, pois o desempenho dos motores irá diminuir,e quem sabe será preciso incluir catalizadores de ar e outros métodos mais baratos e simples de implementar na engenharia atual dos motores.
As vantagens reais do uso da injeção nas motocicletas:
O carburador é o componente responsável por misturar o Ar e o combustível e enviar esta mistura ao motor.A injeção tem a mesma função. O carburador recebe o vácuo do motor, e este vácuo puxa o ar da caixa de filtro de ar para dentro dele, ao mesmo tempo em que puxa o combustível do reservatório inferior. O combustível passa pelo giglê, este tem um tamanho fixo e que permite apenas a passagem de uma pequena quantidade de combustível. Então, dependendo do vácuo gerado e do tamanho do giglê, mais ou menos combustível é enviado para a mistura. A injeção eletrônica não tem giglê, tem um ou mais bico(s) injetor(es) de combustível, e uma central eletrônica que controla quanto combustível será liberado pelo(s) bico(s) injetor(es) para que seja misturado ao ar.

Em um carburador, o tamanho do giglê é sempre fixo, portanto, a quantidade de combustível usado na mistura também é fixa, e é proporcional apenas ao vácuo gerado. Muito vácuo, muito combustível, pouco vácuo, pouco combustível. Quem determina quanto vácuo será usado é o piloto ao acelerar a moto. Se ele acelera pouco, a borboleta se abre pouco e permite apenas uma pequena passagem do vácuo ao carburador. Quando o piloto acelera tudo, abre completamente a borboleta e permite que o motor puxe todo o gás que puder para dentro de si.
Na injeção eletrônica, o controlador eletrônico determina qual a melhor proporção de combustível para cada situação, independente de qualquer vácuo, e por isso normalmente é mais econômico e menos poluente que o carburador, pois não há desperdício de combustível.
Existem muitos tipos de sistemas de Injeção eletrônica, mas em todos eles, existe pelo menos um controlador eletrônico, um bico injetor e uma bomba de combustível. O controlador possui em sua memória um mapeamento que determina a quantidade de combustível que deve ser usada para cada faixa de RPM do motor. Este é o sistema mais simples, pois o mapeamento é fixo e não muda nunca. É como um carburador, porém, com a vantagem de ter um mapeamento mais eficiente do que o obtido por meio de um giglê.
O uso de Injeção eletrônica seria a saída mais inteligente para atingir as metas da PROMOT 3, porém, as montadoras alegam que o custo de produção de um módulo para motos pequenas pode encarecer muito o preço delas, e por isso, preferem reduzir seu desempenho e encher as motos com sistemas de desempenho duvidoso, como o tal “carburador eletrônico”(disponível na nova Ybr125) que nada mais é do que um sensor de aceleração, ou um duto de ar frio direto no escapamento, que não serve para nada a não ser esfriar o ar do escapamento .
E enquanto as motos 2 tempos que emitem naturalmente mais fumaça que 4 tempos?
Como elas se enquadrariam na nova lei?Isso ninguém sabe, e existem ainda muitos rumores de que elas seriam extintas de das ruas de uma vez por todas.Será?
Nas motos grandes, esta é uma tendência natural.A maioria possue o sistema eletrônico como a Honda Cbr ,a Yamaha r1 , a Suzuki Gsxr entre outras..

[[Ciclo2Tempos]]
2 comentários:
essa lei ja ta valendo?
essa lei ja ta valendo
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